A ABPF

    Funcionamento das Regionais

    A ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) começou em São Paulo capital e mais tarde foi para Campinas, onde começou a operar a primeira ferrovia preservada do Brasil, a Viação Férrea Campinas Jaguariúna.

    A entidade sempre teve como objetivo a preservação ferroviária a nível nacional, não apenas de uma região. Com o seu crescimento, foi necessário subdividir a mesma em regionais e, mais tarde, em núcleos.

    Regional Campinas

    A regional de Campinas foi a primeira regional da ABPF, criada para o primeiro museu dinâmico da ABPF, a Viação Férrea Campinas Jaguariúna, que liga Campinas (estação de Anhumas) a Jaguariúna.

    Além do passeio de trem, a regional mantém as oficinas e depósitos de Carlos Gomes, onde são feitos os trabalhos de restauração de locomotivas, carros e vagões.

    Museus Dinâmicos (trens turísticos)

    • Viação Férrea Campinas Jaguariúna

    Cidades em que atua

    • Campinas
    • Jaguariúna

    Oficinas

    • Oficinas de Carlos Gomes

    Regional Sul

    A regional Sul tem como base a cidade de Rio Negrinho/SC, onde estão localizadas as suas principais oficinas. Possui atuação nas cidades de Curitiba, Antonina e Morretes no estado do Paraná, em Rio Negrinho, Apiúna, Piratuba, no estado de Santa Catarina e em Marcelino Ramos, no estado do Rio Grande do Sul.

    Esta regional opera quatro museus dinâmicos (trens turísticos), sendo: Trem Caiçara, Trem da Serra do Mar, Trem das Termas e Trem do Vale Europeu.

    Fundada como regional de Santa Catarina em março de 1993 na cidade de Rio Negrinho, reuniu um grande número de pessoas aficionadas por trens, que anualmente promoviam passeios com locomotivas a vapor com apoio da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA). Esse evento motivou a criação de uma regional da ABPF no sul do país.

    Em março de 1994 inicia o grande trabalho de coleta de material ferroviário da ex-Rede de Viação Paraná Santa Catarina e da RFFSA. Com a chegada de duas locomotivas a vapor e alguns carros de passageiros é possível iniciar os primeiros passeios — os “Museus Dinâmicos” — uma composição itinerante que percorreu inúmeras cidades em Santa Catarina e no Paraná, levando a cultura e a tradição do famoso trem de passageiros em datas comemorativas.

    Esse trabalho fez a regional se tornar conhecida, passando por cidades do ramal de São Francisco (Joinville, Jaraguá do Sul, Guaramirim, Corupá, Mafra, Canoinhas e Porto União), pelo meio oeste catarinense (de Caçador a Piratuba), pela linha Tronco Sul (Papanduva, Irineópolis, Monte Castelo e Lages) e por cidades do Paraná como Rio Negro, Lapa e Curitiba. Em Rio Negrinho, surge um passeio no trecho da serra conhecido como “Ferrovia das Cachoeiras”, mais tarde substituído pelo famoso Trem da Serra do Mar.

    Museus Dinâmicos (trens turísticos)

    • Trem Caiçara
    • Trem da Serra do Mar
    • Trem das Termas
    • Trem do Vale Europeu

    Cidades em que atua

    • Curitiba
    • Antonina
    • Morretes
    • Apiúna
    • Marcelino Ramos
    • Piratuba
    • Rio Negrinho

    Oficinas

    • Oficinas de Rio Negrinho

    Postos de Manutenção

    • Depósito de Piratuba
    • Depósito de Apiúna

    Regional São Paulo

    A Regional São Paulo (ABPF SP) trabalha para a preservação da memória da “São Paulo Railway – SPR”. A regional mantém dois museus, sendo um dinâmico (trem turístico) na Mooca, em São Paulo, e um museu na vila ferroviária de Paranapiacaba, em Santo André.

    Museus Dinâmicos (trens turísticos)

    • Trem dos Imigrantes

    Cidades em que atua

    • São Paulo
    • Paranapiacaba (distrito de Santo André)

    Oficinas

    • Oficinas da Mooca

    Postos de Manutenção

    • Depósito de Paranapiacaba

    Regional Sul de Minas

    A regional Sul de Minas atua no sul de Minas Gerais, mais especificamente nas cidades de Passa Quatro, São Lourenço e Soledade de Minas. Além das cidades mineiras, a regional atua ainda em Guararema-SP e possui sua principal oficina de locomotivas em Cruzeiro-SP.

    Esta regional é responsável por operar três museus dinâmicos (trens turísticos): o Trem da Serra da Mantiqueira, o Trem das Águas e o Trem de Guararema.

    A principal linha de atuação da regional é a preservação da antiga “The Minas and Rio Railway”, ferrovia que ligava Cruzeiro a Três Corações. Dos 170 km originais, restam apenas 20 km em condições operacionais, preservados pela ABPF.

    A regional vem trabalhando também no que hoje é o maior projeto de recuperação de uma ferrovia histórica realizado por uma entidade privada sem fins lucrativos: a reativação do trecho ferroviário entre Cruzeiro-SP e o Túnel da Mantiqueira, na divisa com Minas Gerais — local onde atualmente é o ponto final do passeio do Trem da Serra da Mantiqueira, em Passa Quatro-MG. São ao todo 24 km de ferrovia, dos quais a ABPF já recuperou seis, entre a estação central de Cruzeiro e a estação Rufino de Almeida, no pé da Serra da Mantiqueira.

    Museus Dinâmicos (trens turísticos)

    • Trem das Águas
    • Trem da Serra da Mantiqueira
    • Trem de Guararema

    Cidades em que atua

    • Cruzeiro – SP
    • Guararema – SP
    • Passa Quatro – MG
    • São Lourenço – MG
    • Soledade de Minas – MG

    Oficinas

    • Oficinas de Locomotivas (Cruzeiro)
    • Oficina de Carros (São Lourenço)

    Postos de Manutenção

    • Depósito de Passa Quatro
    • Depósito de Guararema
    Núcleo de Estudos

    Oeste de Minas

    O Núcleo de Estudos Oeste de Minas da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária – ABPF/NEOM foi oficialmente criado em 23 de janeiro de 2010. Os trabalhos do ABPF/NEOM dão continuidade às atividades iniciadas em São João del-Rei e região pela Associação São-Joanense de Preservação e Estudos Ferroviários – ASPEF, fundada em setembro de 1999, visando a preservação e manutenção dos remanescentes da Estrada de Ferro Oeste de Minas – EFOM, além de estimular estudos sobre as ferrovias em Minas Gerais.

    O ABPF/NEOM tem como objetivo a participação de historiadores, arquitetos, entre outros profissionais que dediquem seus esforços acadêmicos e intelectuais ao grande tema “ferrovias”, principalmente no tocante ao campo interdisciplinar e colaborativo sob a temática do patrimônio.