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    Estação Manacá

    Estação Manacá

    Dados da estação

    Inauguração01/01/1931
    LinhaCruzeiro-Juréia
    Posição Km30,876
    Altitude963m

    Construída entre o final da década de 1920 e início da de 1930, visto informação dada no relatório de 1930 do então presidente do Estado de Minas Gerais onde lê-se referente a despesas (até aquele momento) com a estrada de ferro:

    "(…) Construcção da estação de Manacá . . . . . . . . 24:443$696 (…)"

    A estação Manacá foi inaugurada em 1º de janeiro de 1931 (provavelmente as obras sofreram atrasos devido a Revolução de 1930), durante a administração do engenheiro Alcides Lins (1930-1932). Foi construída no km30 da linha tronco da então Estrada de Ferro Sul de Minas, antiga Minas and Rio Railway.

    Pouco tempo depois, a estação serviu de posto avançado para as tropas federais durante a revolução de 1932, onde as tropas eram agrupadas antes de partir para a frente de combate na estação Coronel Fulgêncio.

    Fato curioso é a existência de notícias em jornais da época e até mesmo na Revista das Estradas de Ferro anunciando a "abertura ao tráfego em geral no dia 01/05/1934 da estação Manacá mas, que a mesma já atendia aos serviços de passagens e encomendas". Essas notícias por vezes causam confusão em relação a data de inauguração da estação mas, o relatório da Estrada de Ferro Sul de Minas confirma que a inauguração se deu em 01/01/1931. Corroboram com essa informação as diversas notícias em jornais durante os conflitos de 1932 que citem por várias vezes a estação Manacá.

    A Linha entre Cruzeiro e Três Corações foi desativada em 1991, ficando a estação abandonada.

    Em 2004, com apoio de parceiros, a estação foi restaurada, passou a abrigar uma feira de artesanato local voltando a vida com a chegada do Trem da Serra da Mantiqueira operado pela ABPF-Regional Sul de Minas.

    Referências

    • LIMA, Vasco de Castro – A Estrada de Ferro Sul de Minas 1884-1934;
    • Relatórios dos Presidentes dos Estados Brasileiros (MG) – 1930;
    • Revista das Estradas de Ferro, edição nº213 – 30/05/1934;